
Este é um espaço dedicado não só aos naturais e residentes na freguesia de Vila Verde, concelho da Figueira da Foz, mas também àqueles que eventualmente nela estejam interessados. Será um espaço para divulgar um pouco aquilo que por cá se vai ou não fazendo. Será um blog de espírito crítico, mas sempre com sentido positivo. Não será portanto benvinda a crítica fácil e destrutiva.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
As Salineiras de Vila Verde

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3 comentários:
Quem como eu aprendeu a nadar na borda do rio, rever esta foto é reviver tempos idos, que jamais volveram.
Apesar disso, anda bem me lembro de algumas das fotografadas. Lá desçam elas da encosta, chamando-se umas às outras, à medida que passavam de fronte das suas portas. De cestas debaixo dos braços, normalmente roendo uma peça de fruta, na tentativa de restabelecerem as forças, muitas delas já num nível baixo, porque a vida começava bem cedo, nas culturas agrícolas.
Passada a passagem de nível, observavam sempre a posição do barqueiro, que em função das horas das marés, esperava ora no esteiro ora na orla do rio e, nós ou no greiro ou na cabeça, com ou sem bola lá prosseguíamos com o nosso e bem próprio veraneio.
A lama, essa era quase sempre motivo de barulho, porque se a barca não tivesse bem posicionada era fundamento para levantar a vós e fazerem-se ouvir diante dos homens presente e quase sempre com os respectivos palavrões da ordem.
Entre risos e caral....as, lá se acabavam por acomodar nos paneiros da barca de passagem, que quase sempre à vela rumava à ínsua da Morraceira.
Grandes tempos, claro para a malta da escola, porque para elas não foram tão bons assim….
Lembro-me muito bem da faina de tirar o sal.Também a minha AVÔ, a minha MÂE,eTIA andaram com estas cestas "monstras" á cabeça!Meu Deus! quem é que agora se atrevia a carregar tal pesso?nós concerteza não!arreávamos lougo!Realmente eram "grandes"mulheres!!!Reconheci algumas; outras não me lembro!Mas, a todas elas um grande bem haja estejam elas onde estiverem!!!Estas sim!eram as SALINEIRAS
Essas mulheres, de certeza conheci a todas e com todas convivi. Enchi muito sal e coloquei muitas cestas na cabeça delas com aquela jinga especial para não derrubar o sal. Muitas ou todas tiravam o sal na salina que o meu pai explorava. Serviço árduo. Ás que por aí ainda estiverem, um abraço.
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