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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Abaixo a escravatura :-)

A polémica da falta dos deputados continua a gerar reacções. Agora é o histórico do Partido Socialista, Almeida Santos, que defende os faltosos e até sugere que não haja votações à sexta-feira.

«Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais, sobretudo quando são profissionais do direito ou fora do direito. No caso do advogado, se tem um julgamento não pode estar na assembleia e no julgamento ao mesmo tempo»

«Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República», frisou.

Por isso é que Almeida Santos esteve no Parlamento tantos anos. Fartou-se de perder dinheiro coitado :-).

domingo, 5 de abril de 2009

Palavra dos deputados "faz fé" para justificar faltas

"A palavra do deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais". É esta a redacção do ponto sete do novo regime de presenças e faltas dos deputados em plenários, que o presidente da Assembleia da República fez aprovar. Jaime Gama acabou por deixar a possibilidade de os deputados poderem alegar ausência por motivo de doença sem que para isso seja necessária a apresentação de quaisquer justificativos nos primeiros cinco dias.
Grande exemplo de justiça, senhor presidente da AR, Jaime Gama. Grandes exemplos nos irão continuar a dar estes brilhantes representantes do povo. Já podem ficar doentes 5 dias em casa, sem que para isso precisem de estar doentes, sem justificar as suas faltas. Nem na Assembleia Nacional se descobriram tais iluminados. Mas não há ninguém que faça parar esta pouca vergonha. O apertar da malha para os faltosos, que por vezes inviabilizam certas votações ficou em águas de bacalhau. E que tal instalarem na casa de cada deputado um computador "Magalhães", com acesso à Internet e os deputados se reunirem em plenário, por videoconferência, sem terem que ter que deslocar à AR para o efeito (que chatice) :-).