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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ginásio suspende relações com Naval

Batalha Naval
"A Carreira de Tiro Municipal da Figueira da Foz foi demolida sob responsabilidade do Ginásio Clube Figueirense, instituição a quem o terreno foi doado em 2004 pela autarquia, para construção de uma piscina".
"A Naval 1.º de Maio, clube que reclama ser há várias décadas usufrutuária única daquele equipamento, contestou o processo de demolição, considerando tratar-se de “um atentado ao desporto”, tomando como alvo a Câmara Municipal da Figueira da Foz".
"O Presidente do Ginásio, José Tomé, afirmou que o clube iniciou o processo de demolição face ao Alvará de Licença de Demolição de que é detentor e dentro dos prazos impostos pelo mesmo”.
"Por seu turno, Nuno Mateus, jurista da Naval, criticou o procedimento, afirmando que “foi executado sem qualquer edital que avisasse publicamente o início da demolição da estrutura, o que é manifestamente ilegal” e questionou a existência do alvará".
"A Direcção ginasista considera, porém, que de acordo com o Decreto nº 19/2006, de 25 de Outubro, que regulamentou a Lei nº 5/2006, de 23 de Fevereiro, é ilegal praticar tiro na referida ex-carreira desde 1 de Junho de 2007”.
"O dirigente navalista reiterou que este processo, não visa o Ginásio Figueirense ou a construção de qualquer piscina, apenas um direito inquestionável que assiste à Naval de defender os seus atletas e uma modalidade de grande tradição no clube”.
"Na opinião da Direcção ginasista, “constitui repetida e refinada hipocrisia afirmar que «este processo não visa o Ginásio Clube Figueirense ou a construção de qualquer piscina», sabendo-se que desde 11 de Maio de 2007 – data na qual se tentou perturbar a visita de um membro do Governo para lançar a primeira pedra da piscina – se moveram três processos judiciais contra o nosso clube”.
"A chefe de gabinete do Presidente da Câmara Municipal e responsável pela área do Urbanismo garantiu que a demolição está licenciada”.
João Costa, atirador Olímpico que representa a Naval, diz que a sua carreira pode estar em causa: “Estou no velório de uma instalação desportiva e quem sabe da minha carreira”. “Lamento a falta de palavra de quem prometeu que esta carreira não seria demolida sem estar outra erguida. Depois de três anos a dominar o Ranking Mundial de Tiro, nunca pensei que isto me fosse acontecer”.
O Ginásio e a Naval de costas voltadas por causa de um terreno. Ambos terão as suas razões, digo eu. Mas quem é que afinal prometeu a João Costa uma nova carreira de tiro?