quarta-feira, 9 de abril de 2008

87º Aniversário do G.R.Vilaverdense

Têm início no próximo sábado, dia 12 de Abril, as festas comemorativas do 87º aniversário do G.R.Vilaverdense, com um espectáculo anunciado para as 22 horas, com a actuação dos seguintes grupos:
- Orquestra Juvenil da S.I.R.Lares
- Grupo de Cantares "Cantigas de Tavarede", da S.I.Tavaredense
- Goju-Ryu Karaté Clube da Figueira da Foz
- Grupo de Dança do G.R.Vilaverdense
- Grupo de Cantares Terra Nostra
A música, aliada aos cantares, artes marciais e danças, são o garante de mais um espectáculo de qualidade anunciado pelo GRV, integrado nas comemorações do seu aniversário. Sem desprimor para os restantes, é de realçar a presença de uma representação da S.I.R.Lares, que é de aplaudir, e o reaparecimento do Grupo Terra Nostra. Um evento portanto a não perder.

Futsal do G.R.Vilaverdense

No próximo fim de semana, no Pavilhão Multiusos em Coimbra, vai ser disputada a final four da taça em futsal feminino, com o seguinte programa horário:
Sábado, dia 12 de Abril:
19,00 horas - Sarzedense / G.R.Vilaverdense
21,00 horas - Académica/S.Tomé
Domingo, dia 13 de Abril:
16,00 horas - Final da taça, entre as equipes vencedoras
Vamos todos apoiar a equipe do Vilaverdense, com vista à conquista da dobradinha da época.
Viva o GRV

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Anónimo, uma família numerosa

Perguntou-me à pouco um amigo, se eu sabia qual a família mais numerosa de Vila Verde. Perante a minha negação, disse-me que era a família dos anónimos, aludindo aos comentadores deste blog. Pois eu também acho que este meu amigo tem razão. Todos os comentadores querem certamente o melhor para a sua terra, por isso vamos a deixar o anonimato, ok?

Apelo a que haja contenção nos comentários e que os mesmos não visem questões pessoais, como se percebe nalguns. Os comentadores anónimos não dão oportunidade de defesa aqueles que são criticados e isto não lhes fica bem. Somos uma sociedade aberta, por isso vamos todos comentar em prol da causa pública, ok?

Moinho molhado

Hoje, pelas 14h30, quando pretendi visitar o nosso moinho, já não estava em funcionamento. Tinha as velas já enroladas, certamente devido às más condições atmosféricas. Mas como não gosto de faltar ao prometido, publico a foto do mesmo todo engalanado, com as sua lindas velas ao vento. Reparem como é bonito o nosso moinho. Ao seu lado, podemos observar uma réplica deste com o seu proprietário, senhor Ernesto Costa. Pena não ter ficado mais visível. A foto remonta ao dia 01 de Maio de 2007. Fica bem, até parece o pai e o filho. :-)

Foto cedida por Paulo Simões

Aniversário de João Malheiro com ânimos exaltados

A festa de aniversário de João Malheiro, celebrada sexta-feira na Adega dos Testas, em Vila do Conde, acabou com alguns convidados de ânimos exaltados, nomeadamente Fernando Mendes e Filipa de Castro, ex-mulher de Beto, que foram multados à porta do estabelecimento por estarem mal estacionados.
O próprio aniversariante não fugiu à confusão, já que saiu à rua para defender Filipa de Castro, multada em trinta euros por ter estacionado o Audi K7 numa curva e em cima da passadeira. Após uma troca de palavras mais exaltadas com a polícia, um agente da autoridade pediu a João Malheiro que se identificasse. "Mas não sabe quem sou?" perguntou Malheiro. Ao que o agente respondeu que não conhecia o seu "nome completo" e por isso precisava do bilhete de identidade. Entretanto alguns amigos resolveram levar Malheiro para o interior da festa para o acalmar.
Em seguida foi a vez de o comediante Fernando Mendes ser multado por ter estacionado o BMW em segunda mão numa paragem de autocarro. "Bom, já estou multado, agora não vou lá fora fazer cenas para os fotógrafos", disse o apresentador de ‘Preço Certo’. Inconformado ficou João Malheiro, que fez chegar a sua indignação ao autarca de Vila do Conde, Mário de Almeida, que também estava na festa. "Fiz uma festa aqui, dando visibilidade à cidade, para arranjar problemas aos meus convidados?" perguntou o aniversariante
.

Posted by Liliana Rodrigues on "Correio da Manhã" (2008 Abr 05)
São de facto festas como estas que dão visibilidade. E não há dúvida que Vila do Conde estava mesmo a precisar do regresso deste iluminado para ter "visibilidade". Coitado estava cheio de razão. Fez muito bem falar com o senhor presidente da Câmara. Pode ser que este lhes consiga tirar as multas. Grande lição lhe deu o Fernando Mendes. ( Benfica 0 Sporting 1) :-)

Governo impõe taxa de 576 euros para os processos de adopção ( Parte II)

O Governo prepara-se para rever a taxa que aprovou de 576,00 €, para fazer face às custas com os processos de adopção de crianças. Mais uma vez o governo recua face às críticas de que é alvo.Começa já a ser um hábito. Se pega, pega. Se não modifica-se. Maneira engraçada de se fazer política. Agora voltar ao preço zero, com estava, isso é que deve estar fora dos seus horizontes. Enfim, migalha aqui, migalha ali, sempre vai ajudando a baixar o défice e o mérito, como é lógico, continua a ser só do "todo poderoso". :-)

Dia Nacional dos Moinhos

O Vento e o Moleiro
Estávamos em meados de Dezembro daquele mau ano de 1947. Aproximava-se o Natal e começava a sentir-se a procura de farinha para com ela se confeccionarem as tortas e os filhós, únicas guloseimas das famílias de então.
O Zé Moleiro ia, com dificuldade, satisfazendo as encomendas, transformando o milho que os fregueses lhe levavam para moer. Todo o ano ao laré e agora tudo de afogadilho.
- Quando é que venho buscar a farinha T’Zé?
- Olha menina vai depender do vento. Talvez amanhã por esta hora, à noitinha.
Não podia dizer que estava p’ra ali cheio de milho e que ela não tinha vez. A constar-se iam a outro. Moleiros era o que mais havia. Por isso aceitava mais esta encomenda e fosse o que Deus quisesse.
- Porque é que não disseste logo à cachopa que no podias? Perguntou-lhe a sua Alice quando ele fechou a porta.
- Ora, porque é que não lhe disse?! Porque não. Depois se vê.
- Anda, come a sopa p’ra t’ ires deitar, continuou a Ti Alice.
O T’ Zé comeu o prato da sopa, bebeu um copo e espetou com o garfo o pedaço de toucinho que mastigou com um naco de broa. Ajudou com mais um copo.
– Anda vai. Leva o candeeiro que eu vejo bem. Quando estiveres deitado vou-to buscar p’ra lavar a loiça.
- Acaba de comer, raio. Já vou. – Disse enfadado o T’ Zé.
Como muitas outras, aquela não foi uma noite sossegada. Pelas frestas das janelas e porta da sua pobre casa, entrava um vento forte cujo silvo o acordara.
Abriu os olhos e pôs-se à escuta: - Granda Nortada - pensou.
- Ó Lice tás a oivir?
- Tou.
- Que horas devem ser?
- Inda à bocado bateram 3. – disse a Alice.
- Atão no estavas a dormir!
- Já estou acordada à muito tempo. Só agora é que oivistes?
- Vou-me embora. Vou aproveitar. No está a chover, poi não?
- Não. Agasalha-te. O barrete está em cima do banco.
O T’Zé acendeu o candeeiro, vestiu-se e foi ao curral. A burra soltou um Brrrr, como a dizer que sim e deixou-se aparelhar.
Meteu dois sacos um em cada pernil do ceirão e outro sobre o lombo da burra que puxou para fora do curral.
A noite era de breu e o frio de rachar. Enfiou o barrete até às orelhas e seguiu serra acima atrás da burra em direcção ao moinho.
- Arre burra, dizia em voz de surdina. Olhou em redor. Nada, não via nada a não ser por breves momentos quando a Lua se descobria.
No caminho, a casa do David, depois a dos Cotos mas gente àquela hora e com tal tempo, nem vivalma.
Só se ouvia aquele bendito vento de Nordeste que fazia balançar e ranger os pinheiros bravos da serra e se introduzia pela camisa adentro, passava a pele e lhe ia até aos ossos. – C’um cassete.
Chegou. Descarregou a burra. Tirou o milho e o ceirão para dentro do moinho, foi-se à tranca e virou o moinho para Nordeste. Depois foi soltar as velas. Deu pouco pano para não partir o mastro. Prendeu uma verga ao cabresto e foi levantar a mó.
Encheu meio tegão de milho e soltou a corda, libertando as vergas que a custo seguravam as velas.
Em segundos a antrosga rugiu. Baixou a pedra lentamente e foi apalpando a farinha corrigindo a altura da mó andadeira até ao ponto ideal de moagem. Não a queria muito fina. O Farelo tinha que ficar na peneira porque as galinhas também tinham que comer.
Agora era o som das mós a roçarem-se moendo, moendo. Todo o moinho vacilava, tal era a rotação do engenho. Aquele vento era uma bênção.
- É r’paz o carreto nem se vê. Deus queira que t’aguentes até de manhã.
Enfiou um pouco mais o barrete e veio cá fora desfrutar daquele bendito vento e do rodar das velas a meio pano.
– Ninguém o íria bater naquela noite. O Manel Costa havia de ficar cheio de inveja.
Lá dentro, o cadelo vibrava, o chamadouro saltava e o milho ia caindo do tegão no olho da mó andadeira desfazendo-se em branca farinha e deixando um característico cheiro a amido.
Uma palmada no cambeiral fez sair uma lufada de farinha acumulada no interior que quase encheu a tulha.
Abriu mais o tempero da quelha para cair mais milho. A mó andadeira estava imparável. Tragava tudo.
Quando encheu o primeiro saco foi descansar sobre o ceirão.
Adormeceu de imediato, embalado pelo moinho vacilante e pelo cantar do vento.
Sobre a manhã, apareceu com o pequeno almoço a sua Alice. O vento tinha amainado.
- Atão? Quantos alqueires já moestes? E dobrando-se para a frente ia dispondo sobre a tulha, a toalha, dois pratos, um naco de broa e a fritura de toucinho, chouriço, ovo e muita cebola.
O T’ Zé, não respondeu. Sorrateiro, veio por detrás dela, poisa-lhe um braço sobre as costas, obrigando-a a vergar-se ainda mais ao mesmo tempo que com o outro braço a puxa pelo ventre para si.
- Raio. Gemeu a Alice com a cabeça sobre os pratos, apoiando-se com os cotovelos sobre a tulha.
Não havia nada a fazer. O Ti Zé, mantinha-a abraçada por detrás. Enérgico, desceu o braço para a perna e subiu-lhe a saia, pondo a descoberto as alvas nádegas da mulher. Depois, com suaves movimentos e flectindo um pouco as pernas, procurou a posição.
A Alice contrariada, discreta, ajudava gingando e empurrando-se para trás, colando-se mais a ele, ao mesmo tempo que com uma das mãos segurava os peitos que soltos, balançavam, balançavam.
- Assim, assim, disse ele e cachimbo-a mesmo ali.
- Ai! Ai! Lice! Disse ofegante e empurrando profundamente..
- Raio do homem, No querem lá ver? Come anda, quero-me ir embora. – diz a Alice compondo a saia e aninhando os fartos seios na apertada blusa preta.
JC (2008 Abr 05)

Texto escrito e enviado via email, pelo amigo JC. O "Moinho" está grato por esta "lembradura", no seu dia nacional.


E, como o prometido é devido, aqui vai uma foto do moinho de Vila Verde, mesmo sem velas abertas. Em cima, um moinho de Vila Verde antigo, penso que o último a desaparecer....

domingo, 6 de abril de 2008

Futsal do G.R.Vilaverdense

Resultados do fim de semana:

Escolas C.P.Miranda do Corvo 2 G. R. Vilaverdense 4
Femininos G.R. Vilaverdense 11 Mirandense 3
Séniores G. R. Vilaverdense 4 R. Conchada 5


Os parabéns à equipe de escolas que a três jornadas do fim carimbou o título de campeã distrital, o 2º da época para o GRV. A equipe feminina termina a fase distrital sem derrotas, o que é um facto a registar. Um bom desempenho para o nacional, são os votos do "Moinho". Os séniores tropeçaram em casa. Uma exibição sem chama na primeira das quatro finais da caminhada para o título. Esperamos que a equipe dê a volta por cima e que o apoio do público não deixe de se fazer sentir, já na próxima jornada, na Figueira da Foz, com a equipe do C.R.I.Alhadense. A equipe precisa do apoio de todos nós.

Equipe de escolas virtual campeão distrital

sábado, 5 de abril de 2008

Governo impõe taxa de 576 euros para os processos de adopção

Os candidatos a pais adoptivos terão que avançar com 576 euros para iniciar o processo de adopção, a partir do próximo mês de Setembro. A medida está prevista no Regulamento das Custas Processuais - aprovado pelo Decreto-Lei n.º 34/2008, de 26 de Fevereiro - que acaba com a isenção de custas nestes casos.

Ao abrigo da lei ainda vigente, todos os processos judiciais de adopção estão isentos de custas, quer no início quer no fim. A partir de Setembro, os requerentes terão que avançar com esta verba de 576 euros, que poderá ser devolvida no final do processo (depois de transitar em julgado), na íntegra ou apenas uma parte, dependendo dos encargos do processo.

Consequências do simplex? A taxa deve ser para ajudar no pagamento às clínicas onde se pratica o aborto. Parece que mais uma vez, todos estão contra esta medida, à excepção do governo, claro. Ah e a taxa é só para iniciar o processo.